Ciberirmandade da fala

Header

Venceremos - Samuel

Esta cançom forma parte do recompilatório "Cravos, as canções" CD4

A terra dos dous - Saraibas

Do disco "Careca".

A terra dos dous

Biquei unha rosa, non a quixen cortar,
que a rosa cortada e praia sin mar.
Biquei os teus ollos somente un instante,
que a luz que reflexan, non a quero tapar.

Os ollos e a rosa, non son pra matar,
e a lingua que é nosa, con nós debe estar.
Que a vida xuntounos, que a vida é dos dous;
no chan que pisamos, naceu o noso amor.
Naceu o noso amor, entre a rosa e os teus ollos,
e esta terra dos dous.


As ratas - A Quenlla

Do disco "Mais alá da néboa", é um poema de Luís Seoane adaptado por Manuel Maria.

As ratas. Luís Seoane (Poema original)

Na Galiza, ise vello pobo,
carballo carcomido de raios e bestigos,
loita, dende fai séculos,
o home cas ratas.
Coma nos castelos abandoados,
onde xa caíron traves e brasós,
escóitanse queixumes de gonzos ferruxentos.
Dende fai séculos loitan en Galiza
os homes cas ratas.
Vencendo sempre as ratas.
Ate que toda ela fique,
coma ises castelos roiñentos
e os mosteiros sin altares
nin lembranzas de ritos,
sendo soio rondada de morcegos
e pantasmas.
Coberta de edra, de Iabel.
Morándoa soio as ratas.
Somente as ratas.


Mercado común - A Quenlla

Incluída, se nom me trabuco, no disco "Európolis", que junto ao "Mais alá da néboa" som os únicos discos da Quenlla que nom dim topado por internet. ;) Tamem incluída no disco "As nosas cancións Vol. II".

Mercado comum (Transcriçom própria respeitando a fala dos autores)

Já estamos dentro senhores e já somos europeos
Venderemos terra e vacas e a trabalhar no estrangeiro.
Galicia, umha sombra negra cobre de novo à tua gente
Pr'o partido do governo segue sendo indiferente

No caminhar pra Bruxelas o nosso povo vai coxo
Nom hai problema senhores esportaremos-lhes tojo.
Cultivaremos chinchilhas, pisos e mais caraveles,
um raio do Demo os parta que se reconvirtam eles.

O conto estava calado niguém ousava dar chio
Cenicienta das Espanhas, Galicia nom di nem pio.
Galicia em autonomia, sem rumbo nem governante
Mercado Comum à porta, vivam os nossos feirantes.

Chico Buarque - Tanto mar

Cançom de Chico Buarque adicada à Revolução dos cravos de Portugal do 1974. É evidente que nom se pode comparar aquela Revolução coas eleiçons soberanistas catalanas mas a mensage pode ser semelhante se um galego lhe cantasse à naçom catalana e à alegria que devem ter no corpo de conseguir que os seus concelhos se molhem para dar a conhecer ao mundo a sua opiniom sobre a independência de Catalunha.


Letra

Sei que estás em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo para mim
Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente alguma flor
No teu jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Lá faz primavera pá
Cá estou doente
Manda urgentemente algum cheirinho
De alecrim


O rei Garcia - Xosé Quintás-Canella

Do disco "Porque no mundo mengou a verdade".


García I foi rei de Galiza entre os anos 1065 e 1071. (Wikipédia galega).



Benedicto - Pola uniom

"Vendo-te entre pena tanta, os teus bravos filhos, que fam? Em que pensam? Onde estam, que nom colhem os foucinhos e, botando-se aos caminhos, a redimir-te nom vam?"

"...das nossas debilidades o dianho nom se há de rir, vamo-nos todos unir matando rencores cegos, que na uniom dos bons galegos está, da pátria, o porvir."

"...quem à discordia se entrega vai direito cara à morte, nom agarde milhor sorte quem fomente divissons..."

Letra de Curros Enríquez no século 19. A cançom é do ano 1976, século 20, e até hoje século 21. E nom hai maneira.

Parte da poesia de Curros que nom está na cançom;

"Juntas estrelas e estrelas, formam o azul firmamento, juntas as ondas do vento da nave movem as velas"



Alerta! - José Mário Branco

Desde este blogue animo a todos e a todas as galegas a berrar, sem prejuízos nem complexos, pola independência da nossa Terra na manifestaçom convocada por Causa Galiza para este 25 de Julho. Sairá da alameda de Compostela às 13:00 h.

Esta foi a cançom concorrente ao Festival RTP da Canção de 1975 em Portugal. Ficou em 5º lugar. Autor José Mário Branco.



Letra:

Alerta

Pelo pão e pela paz
E pela nossa terra
Pela independência
E pela liberdade
Alerta! alerta!
Às armas! às armas!
Alerta!
Pelo pão que nos rouba a burguesia
Que nos explora nos campos e nas fábricas
Operários, camponeses hão-de um dia
Arrebatar o poder à burguesia
Abaixo a exploração!
Pelo pão de cada dia!
Pois claro!
Só teremos a paz definitiva
Quando acabar a exploração capitalista
Camaradas soldados e marinheiros
Lutemos juntos pela paz no mundo inteiro
Soldados ao lado do povo!
Pela paz num mundo novo!
Pois claro!
(refrão)
Pela terra que nos rouba essa canalha
Dos monopólios e grandes proprietários
Camponeses, lutem p´la reforma agrária
P´ra dar a terra àquele que a trabalha
Reforma agrária faremos!
A terra a quem a trabalha!
Pois claro!
Pela independência nacional
Contra o domínio das grandes potências
Fora o imperialismo internacional
Que tem nas mãos metade de portugal
Abaixo o imperialismo!
Independência nacional!
Pois claro!
(refrão)
Não há povo que tenha liberdade
Enquanto houver na sua terra exploração
Liberdade não se dá só se conquista
Não há reforma burguesa que resista
Democracia popular!
E ditadura proletária!
Pois claro!